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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

GETULIO VARGAS 24 de agosto de 1954

Getúlio Dornelles Vargas, chefe civil da Revolução de 1930 que pôs fim à chamada República Velha, por quatro vezes presidente da República, é por certo um dos maiores líderes de nosso país.

Getúlio era chamado por alguns de “Seu Gegê” e, até hoje, é considerado por muitos como o pai dos pobres. Para seus partidários, era o Dr. Getúlio; para seus opositores, simplesmente Getúlio. Só foi chamado de Vargas pelos historiadores estrangeiros, os brasilianistas.

Sua doutrina e seu estilo político foram chamados de “Getulismo”, ou, pelos brasilianistas, de “Varguismo”. Seus seguidores, que até hoje existem, são chamados de getulistas.

Getúlio Vargas foi o mais controvertido político brasileiro do século XX, e sua influência se estende até hoje.

Sua herança política é reclamada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Sua marca populista e conciliadora fez escola e influencia a política nacional até o presente. Seu legado é enorme, não só na área política, como também na administração pública.

Criou o Ministério do Trabalho, o Ministério da Indústria e Comércio, o Ministério da Saúde e Ministério da Educação e Cultura, o MEC. Estabeleceu o primeiro Código Eleitoral do Brasil, instituiu a OAB, o Correio Aéreo Nacional, o Departamento de Aviação Civil (DAC), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), a Carteira de Trabalho, o Instituto Nacional de Estatística, atual IBGE, e a Petrobras.

Dirigiu o Brasil de 3 de novembro de 1930 até 29 de outubro de 1945. Foi eleito para ser novamente presidente entre 31 de janeiro de 1951 até 31 de janeiro de 1956.

No meio de um já conturbado quarto mandado, na madrugada de 5 de agosto de 1954, um atentado a tiros de revólver na Rua Tonelero, em Copacabana, no Rio de Janeiro, dá novos rumos ao Governo Vargas.

O atentado mata o major da Força Aérea Brasileira (FAB) Rubens Florentino Vaz, e fere, no pé, Carlos Lacerda, jornalista e ex-deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN), que fazia forte oposição a Getúlio.

Em função deste incidente, Getúlio foi pressionado, pela imprensa e por militares, a renunciar ou, ao menos, licenciar-se da presidência.

Na madrugada de 24 de agosto de 1954, Getúlio suicidou-se com um tiro no coração em seus aposentos no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal.

A data não poderia ser mais emblemática. Getúlio, que se sentia massacrado pela oposição, pela República do Galeão e pela imprensa, escolheu a noite de São Bartolomeu para sua morte.

Lacerda acabou fugindo do país, com medo de uma perseguição popular. O “Derruba-presidentes” como acabou conhecido, anos mais tarde, foi um dos líderes civis e apoiador do golpe militar de 1964.
A Carta Testamento e sua polêmica *(* informações extraídas do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas)

Segundo o relato de familiares e colaboradores, ao lado do corpo de Getúlio Vargas foi encontrada a cópia de uma carta com sua assinatura, dirigida ao povo brasileiro. Nessa carta ficavam explícitas as razões que o tinham levado ao gesto extremo do suicídio e eram indicados os responsáveis pelo desfecho trágico: grupos internacionais cujos interesses o governo contrariara, aliados a grupos nacionais que se opunham ao que Vargas definia como "o regime de garantia do trabalho".

Muitas controvérsias cercaram a Carta-testamento. Sua autoria chegou a ser atribuída ao jornalista José Soares Maciel Filho, redator de grande parte dos discursos de Vargas. Segundo depoimento de Lutero Vargas, filho do presidente, o jornalista teria confirmado que datilografara o texto manuscrito que lhe fora entregue pelo presidente. No arquivo de Getúlio, depositado no CPDOC, < http://cpdoc.fgv.br/ >encontram-se, de fato, duas cartas.

Uma cópia datilografada, que corresponde ao texto transmitido do Catete, por telefone, à Rádio Nacional horas após o suicídio, e uma cópia manuscrita, de um texto mais conciso, que igualmente menciona os poderosos interesses que se opunham aos interesses nacionais e exploravam o povo.

Essa segunda versão, que não veio a público imediatamente após a morte de Getúlio, registra, como a primeira, ainda que de maneira menos eloquente, suas projeções: "A resposta do povo virá mais tarde..."

Ainda que a autoria da carta tenha sido questionada e que o documento original nunca tenha vindo a público, sua leitura provocou reações emocionadas da população, o que só pôde acontecer porque seu conteúdo fazia sentido, era crível.

Mais importante do que as controvérsias, portanto, é o fato de que o suicídio e a irradiação da carta para todo o território nacional foram capazes de produzir sensíveis alterações nos rumos políticos do país.

A atmosfera acusatória que pairava contra o presidente e a queda de sua popularidade, especialmente após o atentado contra Carlos Lacerda, deram lugar a manifestações violentas, principalmente nos centros urbanos, nas quais a União Democrática Nacional (UDN) e toda a oposição, bem como o governo norte-americano, eram responsabilizados pelo destino de Vargas.

O cortejo que acompanhou o corpo do presidente ao aeroporto Santos Dumont, no dia 25 de agosto, de onde embarcou para São Borja, reuniu uma multidão nunca vista na história do Rio de Janeiro.

A oposição, diante da reação popular, viu-se obrigada a recuar, perdendo a vantagem política que acumulara no período que antecedeu o suicídio.
"Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

Fonte: http://www.ricardoorlandini.net/



sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse

Confirmado neste 23 de julho de 2011, Amy Winehouse morreu, ainda estão investigando a causa...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AMIGO

       Desejo a todos um feliz
dia do amigo um grande abraço.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

FESTA JUNINA E BAILE

Bom Dia

 
Gostaria de convidar todos para dia 11/06 a partir das 17h FESTA JUNINA e no mesmo dia apartir das 22h BAILE, será na ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DA VILA HELENITA, convite para o baile R$2,00.



Aceitamos doações para festa junina
- pinhão
- vinho
- cravo e canela.
Obrigado

sábado, 23 de abril de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

EVENTO ASMOVHE

BINGO BENEFICIENTE NA ASSOCIAÇÃO NESTE SABADO.
DIA 12/03
APARTIR DAS 20H.
END. RUA CENTAURO Nº 110 VILA HELENITA VIAMÃO.